Estudar Medicina no Estrangeiro

O curso de Medicina é um sonho que obriga muitos jovens a emigrar para os países que são mais receptivas aos jovens sonhadores portugueses. Pela proximidade e pela facilidade no processo de candidatura, Espanha e República Checa têm naturalmente sido os países mais procurados para os candidatos a Medicina. Entretanto, outros países tais como a Roménia e a Hungria abriram as portas aos alunos estrangeiros invocando vantagens quer na receptividade académica, quer em propinas mais baratas.

Todos os anos, centenas de jovens despedem-se das suas famílias e amigos para concretizar o sonho que não conseguem alcançar em Portugal - tirar o curso de Medicina. Depois de anos de adversidades, adaptações à lingua e aos costumes de cada país e depois de muitas horas de estudo, colca-se a questão: Voltarei para Portugal? Serei aceite como um médico igual aos médicos que sairam das Faculdades de Medicina Portuguesas? Como vai ser calculada a minha média de curso? Tenho que fazer o ano comum?

A opção de voltar para Portugal após a conclusão do curso é uma decisão que o aluno irá amadurecer durante a sua estadia no estrangeiro. A verdade é que a experiência de adaptação a um país muitas vezes muito diferente ao nosso, embora difícil, permite que o jovem ganhe uma maturidade que não iria alcançar em Portugal. A dificuldade em sair do país já foi ultrapassada e portanto, a partir daí, o jovem médico irá para o país que lhe ofereça as melhores condições pessoais e profissionais.

A verdade é que, (felizmente) ao longo dos últimos anos, a realidade tem mudado para quem "chega" a Portugal com um curso de Medicina tirado no Estrangeiro. Nomeadamente, todos os alunos do estrangeiro que concorriam à especialidade eram "catalogados" com uma média de curso de 10 valores o que claramente implicava uma injustiça e desvantagem perante os alunos portugueses sem que se tivesse em consideração as classificações (boas ou más) de quem estudou Medicina no estrangeiro. Hoje em dia, a conversão da nota final de curso já é uma realidade equilibrando as oportunidades tanto na candidatra à especialidade como na posição de preferência na escolha do Hospital onde realizará o ano comum.

Por outro lado, cada licenciado / mestrado em Medicina é sujeito ao esquema de ensino do país onde estudou. O que quer dizer que por exemplo um recém licenciado que tirou o curso na República Checa tem legalmente independência profissional logo após a conclusão do seu curso ao contrario de um médico proveniente de uma Faculdade de Medicina Portuguesa que, segundo a lei nacional, é obrigado a 2 anos de actividade profissional tutelada e portanto sem independencia para, por exemplo, exercer Medicina individualmente em Unidades Privadas.

Quanto à receptividade dos alunos ou até dos recém licenciados em Medicina que provém do estrangeiro é uma questão mais delicada. Quanto a deveres e direitos, estatutos e códigos deontológicos, capacidades e competências, estes são médicos em tudo iguais àqueles que são formados em Portugal. A forma como irão ser recebidos em cada Serviço / Hospital vai unica e simplesmente depender da relação humana que se estabelece.

Républica Checa

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Espanha

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Roménia

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Bernardo Pessoa

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